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terça-feira, 27 de setembro de 2016

#RECEITA - Tipos de Sal

Fala time! Dando seguimento ao nosso papo de "tipos de", já falamos de carnes, arroz, feijão e hoje vamos falar dos tipos de sal! (Confira aqui nossa receita para fazer um "sal" caseiro, sem utilizar sal!).


O sal é um dos recursos naturais mais abundantes, assim como a água. É um nutriente importante, sendo um eletrocondutor auxiliando nosso sistema nervoso na transmissão dos impulsos nervosos, na contração muscular e na regulação de volume líquido no corpo em associação ao potássio (o excesso de sódio com insuficiência de potássio, gera retenção de líquido e vasoconstrição, podendo gerar hipertensão).

Muita gente sabe que se consumido em excesso (nosso limite de ingestão de sódio diário para pessoas saudáveis é de 2400mg, enquanto que para portadores de hipertensão e doenças cardiovasculares deve ser de 800-1600mg), pode ocasionar problemas cardiovasculares, hipertensão e problemas renais, mas pouca gente sabe que existem cerca de 300 tipos, havendo algumas opções mais saudáveis. Muitos alimentos contém sódio (além do próprio sal) e por isso devemos ficar atentos à embutidos (salsicha, salame, mortadela, presunto, peito de peru e etc), alimentos em conserva, instantâneos e congelados (lasanha, pizza, nuggets, etc).

O sal é divido em 2 tipos: marinho e rochoso. O sal rochoso é obtido de minas subterrâneas, onde antigos lagos ou mares secaram.



- SAL IODADO/REFINADO (de cozinha)

O sal mais comum (branco) encontrado nas cozinhas. Basicamente contém altas doses de Sódio e nada mais (contém 60% de cloreto e 40% de sódio). A grande maioria vem adicionada de doses de Iodo, sem conter outros nutrientes importantes.


- SAL MARINHO

É considerado por muitos, mais saudável que o sal refinado, no entanto contém cerca de 99% de sódio em sua composição. Seus grãos são obtidos através da evaporação da água do mar, possuindo cristais maiores. Como ele não passa pelo processo de refinamento, ele mantém outros minerais benéficos em sua composição, sendo um deles o iodo natural.

Sua coloração é variável, dependendo de onde ele é retirado.


- SAL ROSA DO HIMALAIA

Originário da Ásia, é encontrado no pé das montanhas do Himalaia e considerado o sal mais antigo e puro. Seu tom rosado deve-se aos minerais em sua composição, tendo como principal o ferro e ainda outros 84 nutrientes, entre eles magnésio, selênio, potássio, cobre, cálcio, iodo e zinco. Apesar de ser mais caro, é considerado mais saudável que o sal refinado. Pode ser utilizado em carnes, peixes, aves, saladas e legumes.


- SAL DO HAVAÍ

Não é refinado e possui coloração avermelhada devido uma argila havaiana chamada Alaea, a qual é rica em dióxido de ferro. Apesar do sabor mais suave, possui quase a mesma quantidade de sódio que o sal comum (ou seja, use com moderação), podendo ser utilizado em saladas, grelhados, aves e massas.


- SAL NEGRO/KALA NAMAK

Originário da Índia, além de sua cor diferente (cinza rosado) o sabor também é incomum, assemelhando-se ao sabor de gema de ovo. Possui alta solubilidade, sendo muito utilizado em saladas, molhos, peixes, carnes e massas. Possui sabor sulfuroso devido a presença de compostos de enxofre (origem vulcânica), além de conter cloreto de potássio e ferro.


- SAL KOSHER

Seu nome é devido a sua utilização do preparo da carne Kosher. Não passa por refinamento, mantendo também seus cristais de tamanho maior.


- FLOR DE SAL

Considerado um item gourmet, é mais encontrado em restaurantes refinados. É obtido na camada superior das salinas antes de sua deposição, quando se tornarão sal marinho. Possui cor acinzentada devido a presença de areia e adição de outras substâncias.


- SAL DEFUMADO

De alto valor, é utilizado em culinárias mais requintadas e possui diferentes tipos, sendo os mais comuns o francês e o dinamarquês. O francês é obtido a partir da defumação lenta da flor de sal em fumaça fria de ripas de barris de carvalho (utilizados no envelhecimento de vinho Chardonney). Já o dinamarquês é produzido seguindo a tradição Viking, onde após a evaporação da água do mar, o sal é secado em recipiente aberto sobre a fumaça de uma fogueira com galhos de madeiras aromáticas (carvalho e cerejeira).


- SAL VERDE

O sal verde pode ser feito em casa, tendo como base normalmente, o sal marinho (receita em breve!).


- SAL GROSSO

É o mesmo sal iodado de cozinha, porém não passa pelo processo de refinamento. É mais utilizado no tempero de carnes.


- SAL TEMPERADO

É o sal grosso associado a ervas e temperos.


- SAL LIGHT

Criado como uma opção mais saudável ao sal refinado, possui menos da metade da quantidade de sódio encontrado no sal comum, sendo sua outra porção composta de cloreto de potássio. Recomendado para pessoas que sofrem de hipertensão ou retensão de líquidos, devendo ser evitado em caso de uma possível doença renal (por conter potássio). Seu sabor é mais suave e ligeiramente amargo.


- SAL LÍQUIDO

É um sal mais puro dissolvido em água mineral, sem conter aditivos, normalmente utilizado em spray para salgar os alimentos de maneira mais uniforme. Contém menor quantidade de sódio e sabor mais suave.


Mais uma vez: tudo em excesso, por mais saudável que seja, fará mal. Então vale continuar tentando reduzir o consumo do sal, seja ele qual for. Lembrando que ao trocar o sal refinado por qualquer outro, deve-se tomar cuidado, pois nossas papilas gustativas estão acostumadas ao sabor mais agressivo do sal comum, então use com moderação, pois no início você pode achar o alimento "sem sal".

Não esqueça de conferir nossa receita de sal caseiro, sem adição de sal (veja aqui), pois muitos outros temperos podem agir como substitutos do sal, como por exemplo o manjericão.


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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

#RECEITA – Tipos de Feijão

Fala time! Agora que já falamos dos tipos de arroz e tipos de carnes magras, vamos conhecer 17 tipos de feijão!


Um dos alimentos mais antigos, sendo cultivado no Egito e Grécia Antiga à séculos, havendo relatos desde 1000 A.C.

O feijão é uma variedade de sementes leguminosas (vagens), possuindo mais de 14 tipos, em geral é constituído de 60-65% de carboidratos, 16-33% de proteínas e fibras solúveis (leia tudosobre fibras aqui) e minerais como ferro, magnésio e manganês (ajudam a formação de glóbulos vermelhos, sendo recomendados para combater anemia; fortalecimento ósseo e dentário; melhora o metabolismo de carboidratos e lipídios, melhorando o funcionamento do sistema nervoso e muscular), também é rico em isoflavona (previne doenças coronárias), saponinas e fitosteróis (redução do colesterol) e promove maior sensação de saciedade (podendo auxiliar no processo de emagrecimento).

Tem baixo teor de gordura e sódio, indicado para hipertensos, tratamento de distúrbios cardiovasculares, diabetes, obesidade e câncer.


- Azuki
Possui o grão menor que o feijão comum (carioca), constituindo sementes e grãos. Capaz de auxiliar no controle da pressão arterial e possui ação diurética. Tem um sabor mais adocicado, sendo utilizado principalmente na culinária asiática na produção de doces. Rico em vitaminas do complexo B (principalmente a B9), contribui na gestação e na formação do feto.



- Branco
Muito usado em dietas que visam o emagrecimento, tanto em sopas quanto em saladas (produz um caldo cremoso), contém faseolamina, a qual dificulta absorção de carboidratos. Também é usado em cassoulets (especialidade francesa, basicamente constituída de feijão seco e carne de ganso/pato, porém possui diversas versões). Rico em antioxidantes, ajuda a prevenir o envelhecimento precoce.


- Bolinha
Possui diversos nomes como feijão manteiga, canário, lima, pallar, haba, madagascar  e feijão açúcar, é muito utilizado na produção de sopas e saladas na culinária portuguesa.


- Carioca
Tipo mais comum no prato do brasileiro, também conhecido como feijão chilli. É muito usado também na culinária indiana.



- Favas
Também conhecido como feijão-pombo ou windsor, tem textura suave e cremosa. De sabor único pode causar “favismo” uma reação alérgica em indivíduos com deficiência na enzima G6PD.






- Fradinho
Também conhecido como feijão macassar ou feijão-de-corda, é o grão caracterizado pelo “olho preto”, muito usado no preparo do acarajé. Tem como benefício reduzir o colesterol, muito usado na culinária baiana.





- Feijão de Bico
Conhecido como grão de bico ou ervilha indiana, se destaca entre os grãos comestíveis por conter o maior teor proteico, com sabor acastanhado, lembrando nozes e possui textura mais firme. Utilizado também em saladas.


- Jacinto
Também conhecido como feijão indiano ou egípcio, comum em regiões tropicais.


- Jalo
Possui um sabor mais suave e acastanhado, muito usado em tutus, virados, saladas e sopas nas regiões de Minas Gerais e Centro-Oeste.



- Jalo Roxo
Maior que o Jalo comum, usado em sopas e saladas nas regiões de Minas Gerais, São Paulo e Goiás.



- Broto de Feijão
É conhecido como moyashi e tem como benefício a capacidade de reduzir os sintomas da TPM e é de fácil digestão. Usado em omeletes, sopas e saladas, principalmente na culinária japonesa.



- Preto
Ingrediente obrigatório nas feijoadas brasileiras, é rico em ferro, prevenindo anemia. Sua absorção é melhorada ao ingerir alimentos ricos em vitamina C concomitantemente (como a laranja e a couve). Além de ser muito utilizado em diversos estados brasileiros, também é muito usado na culinária mexicana. Ajuda a reduzir os níveis de gordura do sangue, sendo uma boa opção para os pacientes diabéticos. Por possuir vitamina B6, saponinas e quercetina (anti-inflamatório), diminui o risco de doenças cardiovasculares e reduz o colesterol ruim (LDL).




- Rajado
Tem um sabor adocicado, muito usado em ensopados.





- Rosinha
Esse tipo absorve muito mais os temperos, sendo mais usado em saladas e molhos.




- Roxinho
Tem um sabor mais intenso e textura mais macia, sendo utilizado em diversas receitas.



- Verde
É o grão da vagem verde, pode ser consumido fresco ou seco.





- Vermelho
Possui um sabor mais forte e marcante, sendo mais utilizado na culinária francesa na produção de sopas e é livre de colesterol. Também é rico em antioxidantes, prevenindo o envelhecimento precoce e doenças cardiovasculares.



Segue aqui uma tabela nutricional que fiz ao somar algumas informações que encontrei. De qualquer forma, consulte o seu nutricionista!

(Clique para ampliar)

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